Segundo o Relatório de Impacto Ambiental – RIMA,
o objetivo da IFC - Indústria de Fosfatados Catarinense Ltda. é de implantação
de um Complexo de Fabricação de Superfosfato Simples (SSP), incluindo extração
de minério fosfático e fabricação de ácido sulfúrico, duas principais
matérias-primas para fabricação de SSP.
No final da
década de 1980 foram realizados os primeiros estudos ambientes referentes ao
PROJETO ANITÁPOLIS, estes estudos foram feitos pela empresa Prominer Projetos
S/C Ltda. A fase atual do planejamento do PROJETO ANITÁPOLIS iniciou-se em
2003, com a definição da parceria entre Bunge e Adubos Trevo (atualmente Yara).
O
empreendimento, denominado PROJETO ANITÁPOLIS, está previsto para ser
implantado na zona rural de Anitápolis, município integrante da região da
Grande Florianópolis, na micro-bacia do rio dos Pinheiros, bacia hidrográfica
do rio Tubarão, entre as seguintes coordenadas geográficas:
27°48’00” e
27°52’00” – latitude sul
49°04’00” e
49°07’00” – longitude oeste
As principais atividades envolvidas no
projeto são as seguintes:
- Lavra de minério fosfático;
- Disposição de estéril num depósito de
estéreis;
- Britagem e moagem do minério;
- Concentração do minério por flotação
(separação via úmida do minério e rejeito);
- Disposição dos rejeitos da
concentração em bacias de decantação;
- Fabricação de ácido sulfúrico com
utilização de enxofre importado, transportado via rodoviária do porto de
Imbituba - SC;
- Fabricação de superfosfato simples
(SSP), a partir da reação do ácido sulfúrico com concentrado fosfático,
envolvendo processos de cura e granulação;
- Expedição de SSP para Lages - SC via
rodoviária para distribuição;
Dados principais de consumo e produção
projetados são os seguintes:
- Produção de concentrado fosfático -
300.000t/ano
- Consumo de enxofre a granel -
66.000t/ano
- Produção de ácido sulfúrico -
200.000t/ano
- Produção de superfosfato simples -
500.000t/ano
Estão
previstos 1.250 empregos diretos no pico da obra de implantação, e 423 empregos
diretos e 1.300 empregos indiretos na operação do empreendimento.
As áreas de
ocupação previstas para a implantação do projeto, que abrangem mina, barragens
e bacias de rejeitos, área industrial, infra-estrutura e depósito de estéreis
totalizam 360,5 ha, sendo 106,7 ha para a fase de implantação, e de 253,8 ha a
serem ocupadas na fase de operação no período de vida útil do projeto, estimada
em 33 (trinta e três) anos.
A supressão
de vegetação nativa, em diversos estágios de regeneração, será de 56,6 ha na
implantação do projeto, e uma expectativa de supressão de 221,7 ha distribuída
em toda fase de operação do projeto. Está proposta a averbação de 400 ha de
Reserva Legal, sendo 48 ha de Áreas de Preservação Permanente – APP’s, e 352
ha, ou 20% da propriedade, fora de APP’s.
Fig. 1 – Áreas de limpeza de
vegetação na implantação
A IFC
– Indústria de Fosfatados Catarinense Ltda. é uma empresa hoje formada pela
associação paritária das empresas Bunge Fertilizantes S.A. e Yara Brasil
Fertilizantes S.A., tradicionais fabricantes de fertilizantes que atuam no
Brasil respectivamente há 100 e 75 anos.
O PROJETO
ANITÁPOLIS contribuirá para atender a uma necessidade vital do país, que é
tornar o produto de exportação mais competitivo dada a proximidade das áreas
produtoras da região Sul aos portos de exportação e à substituição das
importações por produto nacional, com recolhimento de impostos, geração de
empregos e economia de divisas para o país.
Em relação
ao Estado de Santa Catarina, a implantação do empreendimento representa o
desenvolvimento de uma região cada vez mais carente de empregos, com atividades
rurais predominantemente de subsistência, onde se verifica um processo continuado
de emigração da população para outras regiões do Estado e do País.
Fig.
2 – Estimativa de volume de resíduos sólidos na implantação
Os reflexos
do PROJETO ANITÁPOLIS também serão significativos na economia dos principais
municípios envolvidos, como Anitápolis e Lages, além de incrementar o movimento
do Porto de Imbituba, estratégico, mas com pouca procura pelas indústrias do
Estado devido à sua distância dos principais pólos industriais.
Fig. 3 – Vista
panorâmica da área da IFC, onde afloram rochas graníticas e alcalinas que constituem o Complexo Alcalino e onde se
pretende a implantação do PROJETO ANITÁPOLIS.
Referências:
Caruso JR. Estudos Ambientais Ltda e
Prominer Projetos S/C Ltda. Estudo de
Impacto Ambiental. Volume VI – RIMA, São Paulo, 2007.
Comitê da Bacia do Rio Tubarão e
Complexo Lagunar; UNISUL e UFSC. Parecer
Técnico sobre a Fosfateira de Anitápolis. Tubarão, 2009.



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